Another day in Paradise

The world is a book, and those who do not travel read only a page. (St. Augustine)

Boston

Minha estadia em Boston foi bem tranquila. Aproveitei pra reencontrar velhos amigos e botar a conversa em dia. Fiquei na casa da Grace Kelly, uma das minhas melhoes amigas do tempo da faculdade em Goiânia. Ela sempre muito atenciosa.

Estourei meu budget com compras. Comprei roupas, brinquedos pro meu sobrinho, um video game Wii pra ele, perfume entre outras coisas.

Na quarta-feira fomos ver o show do Blue Man Group, que sinceramente, me impressionou. O espetaculo valeu cada centavo, que nem foi tão caro assim, 30 dolares o ticket de estudante.

Três dias pra descansar antes do próximo voô foram suficientes. Bateria recarregada!!! :)

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Hawaii - Big Island

Cheguei em Big Island e fui procurar uma shuttle pra me levar até o hostel, em Hilo. Acabei descobrindo que eles não tem nenhum serviço de shuttle e que eu teria que pegar um taxi. Do aeroporto até o hostel foram 18 doláres e vice versa. A motorista era bem simpática e me explicou um monte de coisas sobre a ilha, onde eu pegava ônibus, o que fazer e o que não fazer.

Cheguei no Hostel fui muito bem recebido pelo dono, Scott. Acertamos as diárias, me deu a chave e me mostrou o meu quarto. Ele me colocou em uma double bed, que é mais ou menos uma cama de casal e me mostrou os banheiros, que são comunitários mas separados pra homem e mulher.

O Hostel é simples, nada de mais, parece mais uma casa com vários quartos, cozinha e banheiro e uma sala onde na TV não tem nenhum canal mas você pode pedir algum dos DVDs que ele tem disponível. Internet é o olho da cara, 3 doláres meia hora e 5 por uma hora. No quarto eu achei um wireless de graça, infelizmente não havia levado o meu computador mas fiquei acessando do meu iPhone.

Procurei algum tour na internet e até achei alguns, mas a maioria muito caro ou não tinha muita informação de como, quando ou onde. Scott me aconselhou a alugar um carro e fazer os tours sozinho mas que seria difícil achar carro porque a ilha tem um limite de carros que podem ser alugados. Ele fez algumas ligações e conseguiu uma 4×4 por 145 dolares por 24 horas. Achei um absurdo e falei que ligaria mais tarde porque precisava pensar.

Sai pra comer algo, em um restaurante do lado do Hostel. O Restaurante é bem agradável e o dono é super gentil. Faz o máximo pra te deixar em casa. Comida é OK, nada de mais.

Voltei pro Hostel, procurei novamente algum tour e todos em torno de 130, 140 doláres pra ir ver a lava do vulcão ativo ou 100 pra mais, pra ver o Mauna Kea. Embora eu ache um absurdo pensei que se eu não alugasse o carro eu acabaria fazendo nada em Big Island. Liguei o foda-se e aluguei o carro, das 4 da tarde até as 4 do outro dia.

Uma shuttle da compania foi me buscar, enquanto eu esperava eu conversava com Earl, um dos empregados do hostel, que me disse que poderia me levar pra ver a lava por 35 dolares. Infelizmente já havia alugado o carro.

Após pegar o carro, peguei a highway 11 e fui em direção ao lugar onde você vê a lava do vulcão. Scott mais uma vez me surgeriu ir pela costa em vez de ir por dentro, pegando a highway 11, depois cortando pra 132 e depois 137 e seguindo até o ponto onde as pessoas veêm a lava.

O caminho é muito agradável, tranquilo e passa por vários sítios. Poucos carros e é muito, mas muito calmo. É mais ou menos 1 hora até o ponto que você precisa chegar.

Passei pelo Lava Tree State Park e parei para algumas fotos, onde você vê árvores que foram queimadas pela lava, alias por onde você passa você vê marcas da lava, seja nas pedras, seja na vegetação ou nas árvores.

No caminho parei também no Ahalanui Park, onde tem uma piscina natural. Bonito cenário.

Chegando no destino, exitem várias placas e direções. Você estaciona o carro e percorre uma pequena trilha a pé. Fiquei meio decepcionado com a distância que você precisa estar. Fotos decentes só com tripé e olhe lá. Depois descobri que é por causa das explosões. Até o começo do ano de 2008 as pessoas podiam andar pelas lavas, você podia ver lava debaixo das pedras, que na verdade era o que eu esperava ver. Legal mas nada de emocionante como eu esperava. Existem tours que te leva de barco onde a lava cai no mar, derrepente é algo que vale a pena, alias, entre pagar 100+ doláres só pra ir la ver a lava e ir de barco e pagar um pouco mais eu iria de barco fácil. Fica a dica.

No dia seguinte, como eu sabia que o Mauna Kea abriria as 9 eu acordei bem cedo. Para a minha decepção o dia estava bastante nublado e choviscando. Roguei praga, chinguei, fiquei bem chateado. Fui de qualquer jeito. São algo em torno de 30 milhas até lá e mais uma vez o caminho é bastante agradável. Continuava choviscando e as nuvens nem sinal de dar trégua. Um pontinho azul do céu bem no horizonte me dava esperança.

Quando você chega na entrada em direção ao Visitor Centre e começa a subida é algo surreal. Você simplesmente passa no meio da neblina, das nuvens, e quando você percebe o céu está brilhando e o céu está azul. É algo impressionante. Me senti ridículo por ter ficado tão chateado, devia ter mais fé! Deus faz coisas tão interessantes que é até difícil de acreditar. Passar entre as nuvens, vai imaginar.

Enfim, quando você começa a subida acaba percebendo que a temperatura também começa a baixar. É recomendado ficar pelo menos uns 30 minutos no Visitor Centre pra poder acostumar com a altitude que até lá já são 9 mil pés. No topo chega a quase 15 mil pés.

A subida é recomendado uma 4×4, razão pela qual eu aluguel uma, mas eu vi vários carros que de 4×4 não tinham nada em direção ao topo, o que eles chamam Summit. Dica, se for pra chegar só até o Visitor Centre nem vá, porque eu não vi nada de interessante por lá, a não ser essa experiência de passar pelas nuvens. Se não está de 4×4, por mais caro que seja, recomendo um tour até o topo.

Chegando no topo é incrível, todo rodeado de neve, que alias, Mauna Kea significa “montanha branca”. Fazia quase 0 grau mas a sensação térmica era muito menos por causa do vento. Leve uma jaqueta bem grossa, porque com o meu moleton eu passei frio. Nos observatórios, só podia entrar em um, que na verdade você entra em uma portinha pra poder ver a estrutura do telescópio, nada que uma foto conseguisse mostrar como é dentro, só estando lá pra ver a monstruosidade que é o telescópio. De acordo com o video que eu assisti no Visitor Centre, o telescópio é tão potente, que pra ter uma ideia se estivesse em New York, conseguiria ler a manchete de um jornal em Los Angeles perfeitamente. Incrível.

O topo do vulcão em si é rodeado de neve. Em uma das fotos que eu vi, tinham 2 snowboarders escalando pra poder descer. Isso sim, seria uma experiência inacreditável. Vai ficar pra minha “To do” na próxima visita ao Hawaii. :P

Voltei pro Hostel umas 4:30 da tarde e fiquei vendo TV. Sem carro em downtown não dá pra fazer nada na ilha, fiquei tentando matar meu tempo. Fiquei trocando ideia com o povo que estava na sala e Scott veio me pedir um favor, pra posar de casal com uma canadense que também estava na sala, que iria sair no jornal. Não estava fazendo nada mesmo, porque não? :P Enfim, digamos que sou famoso agora no Hawaii, he he, sai na primeira página do Hawaii Tribute-Herald. Tudo bem que não vi o sentido da foto estar na capa sendo que nem matéria a foto tem, é apenas a foto e uma legenda falando do hostel, mas quem se importa né? Importante é sair na capa, ficar chato e distribuir autógrafo, ha ha ha.

Em um overall, foi legal, gastei aproximadamente 400 dolares pra apenas 2 dias, mas acabei vendo cenários que eu nunca pensei que veria.

Na minha opinião, uma viagem legal pra Big Island seria uns 5 dias, alugando um carro pequeno, e rodeando a ilha, pois segundo as pessoas que eu conversei tem várias praias e parques pra se ver. Sugiro acampar enquanto está por lá, pois custa 5 doláres a permissão de acampamento. No caso de alugar um carro pequeno, e mesmo assim querer visitar o topo do Mauna Kea, pare no Visitor Centre e espere até que algum 4×4 pare por lá e peça pra subir com alguém, duvido que alguém te negará.

Hoje parto pra Los Angeles, mando mais notícia de lá.

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Hawaii - Hanauma Bay

Morto da viagem, acabei dormindo até quase meio dia. Triste perder a manhã inteira, mesmo com o tempo meio fechado, pois só tenho 7 dias mas eu realmente precisava de um descanso.

A tarde o tempo abriu, fomos visitar Hanauma Bay, uma praia em forma de baia formada por fragmentos do vulcão que existia antes no lugar, se não me engano é a única praia que você paga pra entrar, e custa 5 doláres para quem não é residente. Na entrada você é obrigado a assistir um video com uma orientação sobre o lugar, mas o que parece meio chato acaba sendo bastante educativo pois é bastante inteessante como o lugar foi criado.

Para quem vêm eu sugiro passar no Wal*mart e comprar um snorquel e a mascara que custa entre 6-10 dolares os mais simples. Você pode alugar por lá também mas vai acabar pagando a mesma coisa.

As águas cristalinas fazem do lugar um paraiso. O visual é incrível e até agora é o lugar mais bonito que eu já fui.

Passei o dia praticamente debaixo d’água, do lado dos corais. A variedade de peixes e as cores dos peixes fazem do snorqueling uma experiência indescritível. O mais incrível foi ver as tartarugas, que nem nos meus mergulhos na barreira de corais eu tive a oportunidade de ter esta experiência.

Perto de 5:30 os salva-vidas começam a anunciar o fechamento da praia.

Para não passar em branco, a noite fomos para uma balada chamada Señor Frog. A entrada custa 10 doláres mas o Rogério conhecia a menina da portaria e acabamos entrando de graça. Na portaria você recebe um copo imenso, que infelizmente eu não tenho foto, mas exitem algumas bebidas especiais para se beber nestes copos.

As pessoas não eram das mais bonitas, alias, as pessoas no Hawaii são bem “diferentes”. Entretanto, gosto é gosto.

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Hawaii - Waikiki e North Shore

Enfim comecei a minha tão sonhada viagem. Foram 9 horas de viagem até Honolulu, Hawaii e o meu primeiro dia foi MUITO bom.

Sai de Sydney as 8 da noite, pela Qantas. O voo saiu exatamente no horário e chegou até mais cedo. Entretanto, dentro do avião, deixou muito a desejar. A comida era boa mas assistir filme era quase um desafio. Primeiro que não tem o visor individual, era um telão bem desgastado e bem longe do meu acento. Segundo, o adaptador do phone da minha poltrona não estava funcionando, juntando com os headphones que eles disponibilizam, desisti de assistir filme e me rendi à pequena telinha do meu iPhone.

A primeira impressão já tive logo no aeroporto, as pessoas parecem nada com americanos e é bem visível a descendencia da polinesia. Me impressionei com a quantidade de asiativos também. Mas é bem agradavel ser recebido com vários “Alohas” enquanto você passa pela imigração.

Saindo do aeroporto, em Honolulu, Oahu, meu brother Rogério, onde estarei ficando nos próximos dias, foi me buscar e fomos direto pra casa dele. Ele mora em Wakiki, em cima do morro. Brinquei falando que ele mora na “favela”, mas ao contrário da favela que conhecemos, a dele é nada comparado com a nossa do Brasil. No morro, são casas muito bem construidas, algumas devem custar milhares de dolares. Impressionante a vista a noite.

A tarde fomos pra Waikiki Beach, onde existem várias estátuas de pessoas que tiveram influência no país. Duke Paoa Kahanamoku,  por exemplo, que foi basicamente quem popularizou o surf no Hawaii além de ter sido campeão olímpico de natação .

Na praia você vê muita, mas muita gente tentando surfar. Apesar de serem bem afastadas da areia, são ondas fáceis e gordas então até os turistas se arriscam a pegar uma ondinha.  Existem barracas de rent a board em vários pontos da praia mas infelizmente não tinhamos levado nenhuma prancha e eu não estava em condições de pagar 20 dolares para alugar uma prancha pelo dia. Ainda não foi dessa vez que vou pegar a primeira onda no Hawaii. :P

Ainda de tarde, dirigimos pra North Shore, onde eu esperava bastante ansioso ver alguma daquelas ondas imensas que vemos na TV. Para a minha desilusão o que enontrei foi um mar mais pra lagoa do que pra pipeline. O nosso consolo foi uma pedra de uns 8 metros onde ficamos saltando e apreciando a paisagem.

Visitei algumas praias, entre elas Hale’iwa, famosa pelo surf.

Tivemos também  a oportunidade de apreciar um lindo por do sol no final do dia.

Morto, fui para casa, e agora estou prestes a capotar. Trago mais notícias em breve. Aloha!!!!

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Around the World

Bom, para as poucas pessoas que acompanham meu blog já deve ter lido eu escrever sobre a minha viagem dos sonhos, a minha volta ao mundo.

No ano que eu completo 30 anos eu resolvi me dar de presente a tão sonhada viagem, ou seja, vou viajar em volta do mundo, conhecer tudo que eu tenho que conhecer, fazer tudo que eu tenho que fazer. Quero dizer, não vai ser tudo porque o mundo é muito grande, mas espero cobrir uma boa parte dele ehehhe.

Já comprei a passagem, já tenho um itinerário meio preparado mas ainda vou segurar um pouco antes de divulgar as datas, mas posso adiantar que entre os voos includeem, Sydney -> Honolulu -> LA -> Boston -> São Paulo -> Rio de Janeiro -> Lisboa -> Paris -> Londres ->Delhi ->Bangkok -> Sydney.

Aos que estão acompanhando o meu processo de residência, não se preocupem, como o meu visto é aplicado no que eles dizem “offshore”, eu posso esperar fora da Australia.

Alias, só aproveitando o post pra dar notícia sobre o meu visto, a imigração está com um processo de prioridades. Eles finalizaram os State Sponsorships agora dia 13 de Fevereiro como haviam previsto e estão processando os vistos do que eles chamam Critical Skill List, do qual o meu se encaixa, que foram alocados até Setembro de 2007 e devem finalizar até dia 20 de março. Até agora eles tem mantido o schedule, se tudo continuar assim, a previsão da imigração é que eles terão uma resposta até dia 20 de maio. Torcer e esperar!!! Mantenho informado.

Bom… ainda não vou divulgar datas, mas assim que tudo estiver certo estarei postando aqui. Esta vai ser a viagem do meu sonho e quero compartilhar cada momento com quem quer que seja que estiver lendo :)

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