Another day in Paradise

The world is a book, and those who do not travel read only a page. (St. Augustine)

Crítica de Albergue - Los Angeles

Bom em Los Angeles eu fiquei no Banana Bungalow Hostel em West Hollywood. Pelo website foi um dos que pareciam mais decentes e não decepcionou muito.

Banana Bungslow está situado em 2 endereços, um em Downtown e outro em West Hollywood.

Ambos tem a faixada vem discreta com apenas uma plaquinha do lado de fora.

O hostel é cheio de gente simpática. Tinha vários brasileiros inclusive trabalhando por lá. Teve festa os 2 dias que eu fiquei lá com cerveja e jantar na faixa. Não sei se isso e algo de final de semana mas não reclamei :) O café também é gratuito.

Uma das melhore coisas do albergue é a internet ser gratuita. Você pode acessar a internet tanto do lobby quanto do seu quarto.

Eles tem storage room onde você pode deixar as suas coisas e também não cobram nada.

Outra coisa interessante é que eles tem uma lista de tours saindo do hostel. City tour, Disneyland, Universal Studios, Six Flags e por aí vai.

Só tenho uma reclamação, o chuveiro. Não sei o que havia de errado mas eu não conseguia tomar um banho decente. Ou saia muito quente ou muito frio não consegui um meio termo. Isso não seria um problema se não fosse inverno mas infelizmente foi um ponto negativo.

De 0 a 5 eu dou nota 3.5.

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Crítica de Albergue - Big Island - Hawaii

Em Hilo, Hawaii em Big Island você não tem muita opção. Ou fica no Hilo Bay Hostel ou no Arnotts.

Fiquei dois dias no Hilo Bay Hostel. Minha avaliação é OK. Nada de mais, nada de menos.


Scott, o dono é um cara super simpático, sempre pronto pra tem ajudar mesmo nem sempre sendo muito especifico.

O banheiro é comunitario pra todos do hostel. Internet custa 3 dólares meia hora e 5 pela hora. Eu consegui achar uma rede wireless aberta mas minha conexão caia toda hora. Não tem nenhuma relação com o hostel e não funcionava na sala apenas mi meu quarto.

O albergue é super limpo e TV só até as 10 da noite. Depois fica tudo fechado, entretanto você tem a chave da frente pra entrar e sair quando quiser.

Não gostei muito dos colchões, bem do travesseiro. Nada confortavel na minha opinião.

O hostel é bem simples, mais pra uma casa grande com vários quartos e camas.

De 0 a 5 dou nota 2.5.

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Hawaii - Big Island

Cheguei em Big Island e fui procurar uma shuttle pra me levar até o hostel, em Hilo. Acabei descobrindo que eles não tem nenhum serviço de shuttle e que eu teria que pegar um taxi. Do aeroporto até o hostel foram 18 doláres e vice versa. A motorista era bem simpática e me explicou um monte de coisas sobre a ilha, onde eu pegava ônibus, o que fazer e o que não fazer.

Cheguei no Hostel fui muito bem recebido pelo dono, Scott. Acertamos as diárias, me deu a chave e me mostrou o meu quarto. Ele me colocou em uma double bed, que é mais ou menos uma cama de casal e me mostrou os banheiros, que são comunitários mas separados pra homem e mulher.

O Hostel é simples, nada de mais, parece mais uma casa com vários quartos, cozinha e banheiro e uma sala onde na TV não tem nenhum canal mas você pode pedir algum dos DVDs que ele tem disponível. Internet é o olho da cara, 3 doláres meia hora e 5 por uma hora. No quarto eu achei um wireless de graça, infelizmente não havia levado o meu computador mas fiquei acessando do meu iPhone.

Procurei algum tour na internet e até achei alguns, mas a maioria muito caro ou não tinha muita informação de como, quando ou onde. Scott me aconselhou a alugar um carro e fazer os tours sozinho mas que seria difícil achar carro porque a ilha tem um limite de carros que podem ser alugados. Ele fez algumas ligações e conseguiu uma 4×4 por 145 dolares por 24 horas. Achei um absurdo e falei que ligaria mais tarde porque precisava pensar.

Sai pra comer algo, em um restaurante do lado do Hostel. O Restaurante é bem agradável e o dono é super gentil. Faz o máximo pra te deixar em casa. Comida é OK, nada de mais.

Voltei pro Hostel, procurei novamente algum tour e todos em torno de 130, 140 doláres pra ir ver a lava do vulcão ativo ou 100 pra mais, pra ver o Mauna Kea. Embora eu ache um absurdo pensei que se eu não alugasse o carro eu acabaria fazendo nada em Big Island. Liguei o foda-se e aluguei o carro, das 4 da tarde até as 4 do outro dia.

Uma shuttle da compania foi me buscar, enquanto eu esperava eu conversava com Earl, um dos empregados do hostel, que me disse que poderia me levar pra ver a lava por 35 dolares. Infelizmente já havia alugado o carro.

Após pegar o carro, peguei a highway 11 e fui em direção ao lugar onde você vê a lava do vulcão. Scott mais uma vez me surgeriu ir pela costa em vez de ir por dentro, pegando a highway 11, depois cortando pra 132 e depois 137 e seguindo até o ponto onde as pessoas veêm a lava.

O caminho é muito agradável, tranquilo e passa por vários sítios. Poucos carros e é muito, mas muito calmo. É mais ou menos 1 hora até o ponto que você precisa chegar.

Passei pelo Lava Tree State Park e parei para algumas fotos, onde você vê árvores que foram queimadas pela lava, alias por onde você passa você vê marcas da lava, seja nas pedras, seja na vegetação ou nas árvores.

No caminho parei também no Ahalanui Park, onde tem uma piscina natural. Bonito cenário.

Chegando no destino, exitem várias placas e direções. Você estaciona o carro e percorre uma pequena trilha a pé. Fiquei meio decepcionado com a distância que você precisa estar. Fotos decentes só com tripé e olhe lá. Depois descobri que é por causa das explosões. Até o começo do ano de 2008 as pessoas podiam andar pelas lavas, você podia ver lava debaixo das pedras, que na verdade era o que eu esperava ver. Legal mas nada de emocionante como eu esperava. Existem tours que te leva de barco onde a lava cai no mar, derrepente é algo que vale a pena, alias, entre pagar 100+ doláres só pra ir la ver a lava e ir de barco e pagar um pouco mais eu iria de barco fácil. Fica a dica.

No dia seguinte, como eu sabia que o Mauna Kea abriria as 9 eu acordei bem cedo. Para a minha decepção o dia estava bastante nublado e choviscando. Roguei praga, chinguei, fiquei bem chateado. Fui de qualquer jeito. São algo em torno de 30 milhas até lá e mais uma vez o caminho é bastante agradável. Continuava choviscando e as nuvens nem sinal de dar trégua. Um pontinho azul do céu bem no horizonte me dava esperança.

Quando você chega na entrada em direção ao Visitor Centre e começa a subida é algo surreal. Você simplesmente passa no meio da neblina, das nuvens, e quando você percebe o céu está brilhando e o céu está azul. É algo impressionante. Me senti ridículo por ter ficado tão chateado, devia ter mais fé! Deus faz coisas tão interessantes que é até difícil de acreditar. Passar entre as nuvens, vai imaginar.

Enfim, quando você começa a subida acaba percebendo que a temperatura também começa a baixar. É recomendado ficar pelo menos uns 30 minutos no Visitor Centre pra poder acostumar com a altitude que até lá já são 9 mil pés. No topo chega a quase 15 mil pés.

A subida é recomendado uma 4×4, razão pela qual eu aluguel uma, mas eu vi vários carros que de 4×4 não tinham nada em direção ao topo, o que eles chamam Summit. Dica, se for pra chegar só até o Visitor Centre nem vá, porque eu não vi nada de interessante por lá, a não ser essa experiência de passar pelas nuvens. Se não está de 4×4, por mais caro que seja, recomendo um tour até o topo.

Chegando no topo é incrível, todo rodeado de neve, que alias, Mauna Kea significa “montanha branca”. Fazia quase 0 grau mas a sensação térmica era muito menos por causa do vento. Leve uma jaqueta bem grossa, porque com o meu moleton eu passei frio. Nos observatórios, só podia entrar em um, que na verdade você entra em uma portinha pra poder ver a estrutura do telescópio, nada que uma foto conseguisse mostrar como é dentro, só estando lá pra ver a monstruosidade que é o telescópio. De acordo com o video que eu assisti no Visitor Centre, o telescópio é tão potente, que pra ter uma ideia se estivesse em New York, conseguiria ler a manchete de um jornal em Los Angeles perfeitamente. Incrível.

O topo do vulcão em si é rodeado de neve. Em uma das fotos que eu vi, tinham 2 snowboarders escalando pra poder descer. Isso sim, seria uma experiência inacreditável. Vai ficar pra minha “To do” na próxima visita ao Hawaii. :P

Voltei pro Hostel umas 4:30 da tarde e fiquei vendo TV. Sem carro em downtown não dá pra fazer nada na ilha, fiquei tentando matar meu tempo. Fiquei trocando ideia com o povo que estava na sala e Scott veio me pedir um favor, pra posar de casal com uma canadense que também estava na sala, que iria sair no jornal. Não estava fazendo nada mesmo, porque não? :P Enfim, digamos que sou famoso agora no Hawaii, he he, sai na primeira página do Hawaii Tribute-Herald. Tudo bem que não vi o sentido da foto estar na capa sendo que nem matéria a foto tem, é apenas a foto e uma legenda falando do hostel, mas quem se importa né? Importante é sair na capa, ficar chato e distribuir autógrafo, ha ha ha.

Em um overall, foi legal, gastei aproximadamente 400 dolares pra apenas 2 dias, mas acabei vendo cenários que eu nunca pensei que veria.

Na minha opinião, uma viagem legal pra Big Island seria uns 5 dias, alugando um carro pequeno, e rodeando a ilha, pois segundo as pessoas que eu conversei tem várias praias e parques pra se ver. Sugiro acampar enquanto está por lá, pois custa 5 doláres a permissão de acampamento. No caso de alugar um carro pequeno, e mesmo assim querer visitar o topo do Mauna Kea, pare no Visitor Centre e espere até que algum 4×4 pare por lá e peça pra subir com alguém, duvido que alguém te negará.

Hoje parto pra Los Angeles, mando mais notícia de lá.

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Roadtrip Sydney - Byron Bay

Este ano resolvemos deixar os famosos fogos de Sydney de lado e ir em direção a badalação.

A tropa, Zoio, Eu, Esquilo, Zazá e Luizin

Byron Bay é um dos lugares que eu sempre ouvi que tem uma festa boa além da oportunidade de poder encontrar bons lugares para surfar. A costa leste da Australia é linda. Passamos por lugares sensacionais e um bom repertório de histórias pra contar!

Saimos no dia 28, logo após o Natal em direção à Newcastle. Chegamos lá, surf não agradou, ficamos rodando as praias tentando encontrar um bom lugar pra surfar mas o mar não estava pra peixe, ou melhor, pro surf. Newcastle tem vários visuais lindos. Decidimos desfrutar um pouco da praia, paramos em Red Head ao sul de Newcastle onde pude testemunhar o por do sol mais bonito que eu ja vi na Australia.

Tentamos pegar uma baladinha em Newcastle, mas domingão tudo fecha cedo. Pegamos o carro e resolvemos seguir viagem. No meio do caminho, perto de Seal Rocks, ao encontrar uma placa de camping, mais ou menos umas 4 da manhã, resolvemos acampar, pra seguir viagem no dia seguinte. Entrei numa estrada sinistra, onde as árvores cobria toda e qualquer luminosidade que poderia vir da lua ou estrelas, eu apagava o farol e não se via nada. Era meio assustador estar em um lugar que a gente não conhecia e não tinha idéia onde ia dar. Enfim, 10 km de estrada de terra achamos um camping onde acampamos e pudemos desfrutar do céu mais bonito que já vi em minha vida. Não estou exagerando quando falo sobre as coisas que vi ou testemunhei que são as “MAIS” da minha vida. Infelizmente não consegui tirar fotos do céu, mas garanto que não sabia que o céu tinha tantas estrelas como no dia que estavamos lá. PERFEITO!

Acampamos e saimos logo cedo. Comemos algo no caminho e fomos direto pra North Haven. Uma sugestão de um senhor com quem tinhamos conversado em Newcastle.

Assim como Newastle, North Haven não tinha muita onda. Apenas o Luizin e o Esquilo arriscaram a entrar na água. De um lado do canal rolavam algumas ondas enquanto do outro lado acabamos vendo alguns golfinhos brincando na água. Sensacional. Não consegui tirar uma foto muito boa dos golfinhos mas hora ou outra eles apareciam na superficie.

Pegando estrada novamente, debaixo de uma chuva muito forte, acabamos dando um rolê em volta de Coffs Harbour. Decidimos não parar por la porque o clima já não estava muito bom e queriamos chegar em um lugar onde tivessemos um surf decente. Apesar disso, encontramos vários lookouts legais, com um visual bem bonito além de muitos cangurus na estrada.

Acampamos perto de Ballina, onde encontramos um casal que gostaram tanto da nossa turma que até casa pra ficar no sul de melbourne eles ofereceram pra nós quando resolvessemos fazer uma outra roadtrip.

Em Lennox Head finalmente encontramos um surfzinho mais ou menos. Nada muito grande mas pelo menos dos lugares que nos paramos até então foi o mais “decente”. Final do dia, compramos mais cerveja e ai o primeiro e único acidente da viagem, o Luizinho quebrou umas garrafas e cortou o dedo. Saimos de lá com um só destino, Byron Bay.

Chegamos em Byron Bay e a cidade estava lotada. Parece Caldas Novas no carnaval, pelo menos é a única referencia que consigo lembrar no momento. Chegamos lá de mãos abanando, sem lugar pra ficar, alias, sem plano nenhum do que ia acontecer.

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Assim como tudo na viagem deu certo até então, acabamos encontrando vaga em um dos melhores backpackers de Byron, o Aquarius Backpacker. Pagamos 40 dolares a diária mas acabamos descobrindo mais tarde que os campings estavam 30 dolares por pessoa e lotados, ou seja, acabamos nos dando muito bem. Piscina, jantar barato e perto da praia. Não poderia ter sido melhor.

Um povo bonito, galera animada e muita festa. Esse era o espírito do Reveillon. Muita polícia e o que eu posso dizer de uma bagunça organizada. Saímos em um barzinho chamado The beach, na beira da praia, demos um rolê pela cidade e fomos também em um bar chamado Cheeky Monkeys.

O Ano Novo foi no mínimo interessante. Todo mundo na praia e apesar de teoricamente não poder beber, todo mundo tem um kooler com cerveja e vinho e bebidas em geral na praia. Eu acho que desde que você não esteja fazendo bagunça tudo bem.

Não tem fogos, bizarro mas é verdade. Você só sabe que é Ano Novo porque o povo começa a gritar, a fazer festas, e ai o povo começa a pular onda, a fazer aquela bagunça. Ao contrário de outros lugares, a bagunça na rua vai até uma certa hora, e depois começa a esvaziar, 4, 5 da manhã você só vê mesmo o povo que realmente não quer dormir e que insiste que o Ano apenas começou, alias, ele realmente apenas começou :)

Em Byron fizemos os turismo básico. Visitamos as praias, fomos no farol, fomos até Nimbin, e claro, fizemos um surf em Tallow Beach.

No dia 2 fomos pra Gold Coast. Chegamos lá o clima não ajudou muito, as ondas menos ainda. Ou seja, estavamos em Gold, tempo horrível e sem onda. Começamos a procurar acomodação e nada, tudo lotado. A viagem estava sendo 100% perfeita até então e achamos que nem tudo seria perfeito afinal algo teria que dar errado. Zazá me vira e fala “Não vamos desanimar, a viagem esta dando tão certo que vamos sentar no shopping e alguém vai vir e oferecer pra gente dormir na casa deles”. Besteira né? Eu sei, eu pensei a mesma coisa e ainda soltei um “Zazá para de falar besteira e dá uma sugestão que a gente vá arrumar alguma acomodação”. Moral da história, estavamos no shopping e acabamos dando de cara com a Tati e o Tuko, um casal de amigo meu e do Luizin e eles insistiram que ficassemos na casa deles. Zazá não estava de todo errado apesar de tudo :P

Eles foram demais. Sinceramente sem eles em Gold a viagem não teria sido tão perfeita.

Em Golf fomos no Wet’n Wild pra não perder o dia, afinal, quem está na chuva é pra se molhar, e como o tempo não ajudava e não tinha onda, fomos nos divertir. Fizemos uma churras com direito a picanha e farofa, e saimos pra balada. Mas o melhor veio no último dia. Snapper Rocks estava bombando, ondas de 4-5 pés que deixou todo mundo louco. Um dos melhores lugares que já surfei. Não sou nenhum profissional, mas mesmo assim existiam picos muito bons de surfar.

Essa viagem vai ficar pra história, não houvem discussões, todos estavam sempre de acordo, a não ser do clima não teve nenhum tempo ruim entre nós, tudo que fizemos deu certo, todos os lugares que fomos deu certo.  Enfim, so far, a melhor viagem da minha vida! :)

É isso ai galera, até a próxima se Deus quiser!!!!

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